Mostrando postagens com marcador Cultura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cultura. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, fevereiro 14, 2022

Diversidade, diferença e cultura: conjugações possíveis frente às novas técnicas psicopolíticas de poder


Podemos viver juntos? Sem dúvida, de algum modo vivemos juntos, seja em um lar, num bairro, na cidade, num Estado-nação ou em nossa aldeia global. Contudo, juntos de que jeito? Quais os desafios éticos em tempos de recrudescimento da violência? Nos últimos dias assistimos alguns episódios não isolados da brutalidade humana, o assassinato e linchamento do imigrante congolês que foi reivindicar o pagamento por seu trabalho e o linchamento de uma jovem transvestigênere em uma escola em Mogi das Cruzes. O presente ensaio traz algumas reflexões a partir da minha práxis atuando em coletivos e como docente e multiplicador de formações em diversidade e inclusão.

Aula palestra ministrada dia 12/02/2022 na formação de Diversidade e Inclusão Social em Direitos Humanos | ODS – Agenda 2030 vinculada à Pró-reitora de Extensão da USP

Acesse aqui.


terça-feira, junho 14, 2011

Notas do velho guerreiro Lampião

Em tempos que o tão criticado folhetim televisivo desvenda o cangaço como ato heróico, vale lembrar o quanto o coronelismo ainda assola nosso povo e o porquê ele ainda existe. Não apenas nos sertões e pelas vastas terras do mundão a fora, e sim em qualquer parte do mundo, na cidade vizinha, ao nosso lado em nosso quintal.


Os coronéis estão também nas metrópoles, nas cidades interioranas dos estados da federação. Gozam das posses que seus capatazes jamais terão direito um dia. Fartam-se da ignorância daqueles que optam pelo consentimento ao invés da resistência como as dos broncos e delicados homens cangaceiros.


E mais difícil que acreditar na existência dos sujos e injustos coronéis é vislumbrar e encontrar os guerreiros da justiça social que busquem a verdade. Não para aplicá-la a todos, simplesmente para não aceitar interpretações do outro.


A cultura sempre foi perversa e dolorida aos olhos daqueles que dentro de qualquer concepção não enxerga a ausência da verdade incontestável. É cômodo não buscá-la para si. Daí, infelizmente, a realidade sempre será refém daqueles que a conta.


Assim, não será a ciência, tão pouco a religião que encontrarão a inexistente resposta e darão sentido a tudo. Através delas, apenas decodificamos a vida no/para o tempo ao qual pertencemos. Aliás, seria até prepotência acreditarmos que já encontramos uma verdade conclusiva. E mesmo que os códigos decifrados sejam da mais perfeita definição, ainda assim, estarão passíveis a contestações e novos sentidos para outros povos e comunidades.


Segue uma nota do extinto LAMPIÃO DA ESQUINA, arma fina que os delicados homens brutos da metrópole usaram em tempos de ditadura militar no Brasil.


“As lutas das mulheres, dos negros, dos homossexuais, dos índios, dos prisioneiros – categorias historicamente silenciosas – têm nos ensinado que a história tem sujeitos e objetos, aqueles que falam e aqueles de quem se fala, mas também que os sujeitos variam ao longo desse processo. Estas lutas têm ainda nos ensinado que o conhecimento pode ser sinônimo de poder e que a fala torna visíveis questões concretas mas não reconhecidas, não registradas, portanto sem existência histórica. Essa fala, no entanto, ao mesmo que revolucionária é conservadora por ser parte de uma linguagem, desta mesma linguagem que por tanto tempo manteve invisíveis as categorias de pessoas que agora começam a tentar um auto reconhecimento tentando afirmar-se como sujeitos de sua própria história(...)” (Mariza, LAMPIÃO DA ESQUINA, 25 DE JUNHO DE 1978).


***




quinta-feira, junho 09, 2011

Carta aberta da APOGLBT para a população brasileira, contra o conservadorismo e o fundamentalismo

Incluir e amparar indiscriminadamente todas as pessoas não seria o principio básico da religião?

07/06/2011
 
Em 2010 mais de 260 lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais foram assassinados no Brasil, em ataques tipificados pelas autoridades como crimes de ódio. Uma sociedade que vende para o resto do mundo uma imagem de “acolhedora” e “diversa” está com suas mãos sujas de sangue. Nós, brasileiros, carregamos o título de país líder em assassinatos e violência contra LGBT.

Aqui se mata mais homossexuais do que nos países islâmicos em que a homossexualidade ainda é condenada pela lei com a pena de morte. A semelhança entre o Brasil e nações como o Irã, Arábia Saudita e os Emirados Árabes é que aqui a pena de morte aos LGBT também se dá através da fé e da religião, que, na teoria, não têm poder de interferência em nossa constituição, porém, na prática, têm sistematicamente regido a tão profanada Lei dos Homens, que deveria ser isenta e igualitária.

É inegável que a conquista da cidadania tem avançado para a população LGBT; um mérito que não é apenas da militância e do movimento organizado, mas também da nossa sociedade como um todo, que tem se mostrado comprometida contra o preconceito e todas as formas de discriminação.

Porém, como toda ação gera uma reação, observamos o recrudescimento dos setores conservadores. Eis que vemos no Brasil o surgimento de uma mobilização capaz de unir fundamentalistas e extremistas de direita, religiosos e nazifascistas, que numa voz uníssona bradam contra os direitos humanos de milhões de cidadãs e cidadãos.

Antes, nossos algozes agiam na calada da noite, nos violentando em becos à surdina, como se, nos atingindo individualmente, pudessem nos exterminar pelas beiradas. Hoje, saem às ruas, fazem abaixo-assinados, manifestam-se na Avenida Paulista e marcham sobre a Esplanada dos Ministérios para barrar a garantia de nossa dignidade.

Trata-se de uma versão brasileira do movimento norte-americano “God Hates Fags”. A diferença é que, aqui, os que creem que “Deus odeia as bichas” são muitos, têm forte representatividade no Congresso, recebem a atenção da imprensa e, infelizmente, ganham adeptos.

Na história da humanidade, o nome de Deus não somente foi usado diversas vezes em vão, como serviu para respaldar a violência e morte de diversas minorias. A escravidão dos negros africanos, a condenação dos judeus e a perseguição às mulheres no período de “caça às bruxas” são exemplos disso. Como herança cultural, ainda temos estabelecido o patriarcalismo e a soberania de brancos como regras informais de nossa civilização ocidental contemporânea. A Inquisição ainda está viva no que diz respeito à homofobia, mas não só a ela.

Em tempos modernos, os inquisidores apenas trocaram a tocha e a fogueira pela lâmpada fluorescente, mas a condenação ainda ocorre em praça pública, consentida e assistida por muitos.

Há quinze anos, a primeira Parada do Orgulho LGBT de São Paulo reuniu 2 mil pessoas para dizer que “somos muitos, estamos em todas as profissões”. Nos dias de hoje, os mais de 3 milhões que nos acompanham, multiplicados pelas mais de 200 Paradas que ocorrem em todo o território nacional, reafirmam isso e vão além.

Estamos em todas as profissões, famílias, lares, escolas, esportes e igrejas. Sim, mesmo sem você saber, sempre existiu e sempre existirá um LGBT ao seu lado, a quem você jamais gostaria de saber ter sido vítima de bullying, humilhação, agressão moral, violência física, sexual ou homicídio. Incluir e amparar indiscriminadamente todas as pessoas não seria o principio básico da religião?

Se “quem ama conhece a Deus”, qual seria a determinação religiosa para aqueles que professam o ódio e a ira? Não é condenável levantar falsos testemunhos sobre a compreensão da complexidade humana, assim como sobre toda e qualquer ação que visa proporcionar o reconhecimento da existência de uma população comum? Se para os crédulos, Deus não faz acepção de pessoas e todos são iguais perante a Ele, porque insistem em nos manter à margem?

Respeitosamente, nos apropriamos da frase “Amai-vos uns aos outros” para pedir fim à guerra travada entre religião e direitos humanos, financiada pelas brasileiras e brasileiros que dão voz aos fundamentalistas e extremistas que ocupam as cadeiras do Parlamento e espaço nas mídias. Nós, os perseguidos, apesar de já estarmos calejados de oferecer a outra face, usamos de suas crenças para dizer: “Perdoai-vos. Eles não sabem o que fazem”.

APOGLBT

Roteiros SAMPA POR UM DIA




CULTURA&LAZER



A capital paulistana, além de centro financeiro e populacional do país, é também referência em cultura, diversidade de atrativos e prestação de serviços. Descubra as múltiplas opções de lazer, entretenimento, artes, passeios, ambientes, atrativos e atrações que a metrópole pode te oferecer.

A RRTUR tem se dedicado a disponibilizar alguns roteiros que contemplem tais diferenciais encontrados na capital, atendendo os desejos e demandas de cada segmento.

Assim, caso tenha interesse por qualquer programação da cidade de São Paulo, conte conosco para sua comodidade e com o prazer em atendê-lo em suas expectativas.



ROTEIROS E DESTINOS


Etnias. Charlie Chaplin. A & B. Compras. BOSS. Animal. Espetáculo