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segunda-feira, maio 17, 2010

Paixão


Engana-se aquele que pensa ser esse esboço de pensamento mais um texto dos melancólicos e prisioneiros do amor carnal e materializado das relações humanas. O texto que segue é apenas a tradução de um sentimento provido de desejos, sonhos, buscas, vivências e reflexões. É a impressão viva, a perturbação de um ânimo que por dias se mostrava em repouso.
E assim entende-se a trégua vista nesse espaço, pois a ausência do desconforto frente à existência nos faz mudos. E calar-se é acatar qualquer ação ou experiência que lhe chegue. É estar intacto e descrente de si. É projetar no outro ou num fato todas as circunstâncias da experiência humana e pessoal. É, portanto, negar-se a si mesmo.
O retorno, sem tempo e momento está sempre pronto para acontecer. A inquietação é o que transforma os que a sente e seus contextos, tornando-os conhecidos nas palavras, que no presente texto expressas, revelam acima de qualquer coisa o desejo de ver pra si o sentido da existência.

domingo, fevereiro 07, 2010

Será que ainda haverá um tempo oportuno?

As rodas giram, rodam e correm. Trazem o vento e o horizonte mais próximo. Queria que me trouxessem o que vejo à frente e ficou pra trás. Dois anos passam e não sei mais se haverá um tempo oportuno. Talvez eu chegue lá com as palavras contidas e, surpreso, note que sempre houve um sim. Ou perceba que as trilhas de bicicleta sempre foram o melhor caminho.
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d-_-b : Lie to me - Shane Mack

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Três Mulheres

A primeira delas é a eterna moça do sorriso, a que me trouxe ao mundo, sendo parte de minha essência. Não só me quis como me aceitou e confiou um dos mais belos amores. Aponta-me com simplicidade, e sem saber, os valores da vida. Revela-me calada o poder das palavras. E acordada, a importância dos sonhos. Mostra-se forte por sua fraqueza. Lembra-me a menina da foto na parede.
A segunda é minha amiga, confidente, exemplo de garra e determinação. Ensinou-me a graça e beleza do amor. Fez-me ver a cumplicidade de um casal e o encanto de alguém que ama o que faz. Motiva-me a sorrir. A realidade, ao seu lado, de tão confortável me parece um romance literário.
A terceira é digna de ternura, modelo de sabedoria e carisma. União de inteligência e doçura. Revela-me hoje um espelho vivo, de um futuro glorioso. É tão próxima, que se faz distante. Exata, como um dia após o outro e a vontade de viver a cada amanhecer. Ensina-me a querer as sementes e não somente as flores das árvores adultas.
Minha mãe, minha tia e minha mestre.

segunda-feira, dezembro 15, 2008

Teu sorriso


Quem me dera poder guardar junto à fotografia o teu sorriso.
Pois seria tão bela e única a imagem registrada.
Um registro e obra de beleza

Perco-me ao procurar outros traços que me digam tanto quanto teu sorriso
Um dizer tímido unido a ternura e doçura da meninice
Uma riqueza travestida em delicadeza

Jamais esquecerei a noite em que pude perceber a forma e brilho do teu sorriso
Um jantar acompanhado de olhares, intenções e desejos
Um momento de gentileza

Alegro-me ao lembrar do acanhamento escondido no teu sorriso
Ao confessar-te a minha admiração e interesse por ti
Pude ver rapidamente tua singela nobreza

Fica assim na memória o teu sorriso
Daquela noite para todo o sempre
Beleza, delicadeza, gentileza e nobreza.

sábado, agosto 09, 2008

Diálogo

O tempo fecha, eu pego a chave e a porta abre. Fecho a porta e fico quieto. Abro a porta e me fecho. Lá permaneço, abre-se outra porta e passa alguém.
Não o conheço e mora em minha casa. Os trajes pretos revelam o luto, a dor, a revolta, a mágoa e a insegurança.
(...) São palavras escondidas em tecidos mortos.
Elas não me bastam, já dizem tanto, e contraditoriamente, tão pouco, que mal entendo seus significados.
Passo a porta, a outra: - Posso falar com você? "Claro, sente-se aí".
Palavras ditas e sentidas, quase escorridas por lágrimas de histórias semelhantes. Códigos soltos através de confidências a estranhos.
Tão estranhos, estranhando a delicadeza de um diálogo.

***

Agradeço o comentário, os créditos e citação da Lariane

"Então observem, leiam, reflitam e façam o que ''vier na mente''". (Lariane Guerino)

sábado, julho 26, 2008

Tantas coisas


Gê* : (...) Tantas coisas?
Fábio: Sim, tantas coisas. Cada som, toque, imagem, gosto e vibração está carregado de inúmeras leituras. E nós as enxergamos quando nos damos conta de quão bela e incrível é a vida, a rotina, os pequenos momentos e até os dias intermináveis. Em meio a pertubações ainda é possível sorrir e estar feliz, estou numa fase meio que desse jeito. Sabe, eu queria que fosse possível recortar cada pedacinho de nossas vidas e misturar com as de nossos amigos, colegas, desconhecidos... Para que a gente ampliasse nossa percepção e sentidos.

*Uma menininha mulher que eu tenho o privilégio de conhecer e amar.
Fábio Ortolano

segunda-feira, abril 21, 2008

Essência

Eu jamais deixarei de ser esse eterno romântico melancólico, carinhoso e amoroso, desastrado e exagerado, triste e alegre, inseguro e impulsivo que não para de sonhar.
Posso até me adaptar e mudar algumas atitudes, porém a essência será sempre a mesma. Já que sorrir e chorar são constantes em nossas vidas, que sejam por motivos nobres, por nós mesmos e pelos nossos sonhos.
Pode ser que, por momentos, eu me perca nas desilusões da vida e assim, me esqueça de meus ideais, mas nunca, nunca estarei assim pra sempre.

Fábio Ortolano

quinta-feira, março 06, 2008

Fraquezas

Talvez eu nunca esteja forte o bastante para esconder minhas fraquezas. Pode ser que eu nunca me torne maduro o suficiente para controlar meus sentimentos, pois sempre haverá a constante dolorosa do erro presente em nossas ações na busca pelo acerto.
Nesses dias em que tudo dá errado sinto uma inútil vontade de permanecer em sono profundo. Eu luto por certezas que nem eu mesmo acredito serem válidas, as tantas verdades que por hora me julgo o dono, em certos momentos me deixam a sensação de que nada sei.

Fábio Ortolano

sexta-feira, fevereiro 22, 2008

Falados os segredos calam*



O que nos é mais importante e essencial: Estar de olhos bem abertos ou permanecermos míopes diante desse universo que nos afronta?
Eu realmente não saberia dizer e tão pouco sei se desejo essa resposta.
De que vale a verdade de um mundo em que os sonhos são apenas fantasias acariciadas pelo travesseiro. Assim é melhor continuar dormindo, no entanto, permanecer alienado no planeta das ilusões pode ser a vivência de uma história irreal.
As tantas incertezas aos poucos me revelam parte do mistério de minha existência. Estou voltando aos meus e o sol começara a brilhar novamente. Sinto que novos raios aquecerão minhas manhãs arrefecidas pelas angústias de outrora.

Fábio Ortolano

*O título é um trecho de uma música dos TRIBALISTAS


- GuArUjA, sEgUrA aS oNdAs E tRaGa O sOl QuE a gEnTe Ta DeScEnDo! FrIeNdS FoReVeR nA pRaIa. Yupi Yupi Yupiiiiiiii \o/

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

Meus dias


O silêncio guarda sozinho o anseio de dizer as tantas palavras reprimidas. E estar sempre em abstenção da fala é um sinal de angústia, desespero e desejo de gritar o mais alto possível à grandeza de um segredo contido.
Seu oposto, o ato de exprimir compulsivamente tudo que se sente, é também mais uma forma de oprimir essa agonia que domina os pensamentos e mentes insanas. Assim, falar de mais nos denuncia o medo de permanecermos imperceptíveis.
E assim tem sido meus dias, cobertos de silêncios e intensas conversas, corroendo tudo que sou e sei até agora. Hoje minha maior verdade é a incerteza, e eu, sempre tão sábio de mim mal me reconheço ao olhar-me no espelho.
As palavras, códigos subjetivos, tomam conta de toda minha essência e a cada dia estou mais próximo de mim e distante de tudo e todos à minha volta, talvez dessa forma eu volte a me compreender.


Fábio Ortolano

quinta-feira, janeiro 31, 2008

Muito mais do que mereço

Não te mereço, já que sempre te olhei com paixão.
Não te mereço, pois teu cheiro me embriagava de tanto querer.
Não te mereço, pois em tão pouco tempo eu te queria pra vida inteira.
Não te mereço, já que sempre me magoava.
Não te mereço, por que até tua voz me soava como música.
Não te mereço, se teu orgulho ultrapassava qualquer sentimento por mim.
Não te mereço, por que meus sonhos eram de menino.
Não te mereço, pois desejava te levar, na cama, o café, te dar banho e fazer cafuné.
Não te mereço, por que ninguém te abraçará como eu te enlaçava.
Não te mereço, pois nada te acalmará tanto quanto meu calor em teus lençóis.
Não te mereço, já que sempre fui sincero.
Não te mereço, se em todas as músicas eu só via você.
Não te mereço, se até no meu chamar eu dizia que te amava.
Não te mereço, já que deixava tudo para estar do teu lado.
Não te mereço, se até besteira eu faria pra não te ver chateado.
Não te mereço, pois morria de ciúmes de ti.
Não te mereço, já que em certas horas nem me notava.
Não te mereço, por que ninguém te beijará o rosto e tocará tuas mãos com tanto carinho, como eu.
Não te mereço, se tão pouca consideração tinha por mim.
Não te mereço, por carregar tamanho apresso por ti.
Não te mereço, pois ninguém mais sonhará da forma que eu sonhei contigo.
Não te mereço, por que eu esperava que nossa história fosse mágica pra sempre.
Não te mereço, por que te amei mesmo vendo tua escuridão.
Não te mereço, por que eu sempre tive orgulho de falar de ti para as pessoas que mais gostava.
Não te mereço, se quisestes me dar um amor bandido.
Não te mereço, pois eu queria dançar, cantar e contracenar contigo.
Não te mereço, já que ninguém fará poesias pra ti, como eu.
Não te mereço, por que em todos os momentos eu confiei e acreditei em ti.
Não te mereço, se teu perfume inebriante aguçava meus sentidos.
Não te mereço, ja que tua carne, pele e pêlos me encarceravam de tantos desejos.
Não te mereço, se eu só enxergava sua inteligência, força e determinação.
Não te mereço, pois até nas ultimas linhas da nossa historia você desejou me ferir.
Não te mereço, se eu te beijava a orelha e esperava teus gemidos.
Não te mereço, se ninguém mais olhará ti como eu te olhava.
Não te mereço, pois nenhuma pupíla dilatará como a minha, quando te vi pela primeira vez.
Não te mereço, por que foi meu primeiro amor e nunca te esquecerei.
Não te mereço, por que mesmo assim eu te deixei.
Não te mereço, se pra ti, mesmo sabendo do meu amor, só importava o ponto final.

Fábio Ortolano

terça-feira, outubro 16, 2007

Passa, passa, Passarinho

Passa, passa, Passarinho
E não me deixe mais sozinho
Passe o tempo e
Mude os ventos

Passa, passa, Passarinho
E me mostre de pertinho
O seu abrigo e
Sua cantiga

Passa, passa, Passarinho
Bem devagarzinho
A chuva já cessara
Venha ver o que nascera

Fábio Ortolano