O Teatro Dos Vampiros
(Renato Russo)
Sempre precisei de um pouco de atenção
Acho que não sei quem sou, só sei do que não gosto...
Nesses dias tão estranhos, fica poeira se escondendo pelos cantos
Esse é o nosso mundo
O que é demais nunca é o bastante
E a primeira vez sempre é a última chance
Ninguém vê onde chegamos, os assassinos estão livres, nós não estamos...
Vamos sair! Nós não temos mais dinheiro, os meus amigos todos estão procurando emprego...
Voltamos a viver como há dez anos atrás.
E a cada hora que passa envelhecemos dez semanas...
Vamos lá, tudo bem!Eu só quero me divertir, esquecer dessa noite, ter um lugar legal prá ir...
Já entregamos o alvo de artilharia, comparamos nossas vidas
E esperamos que um dia nossas vidas possam se encontrar...
Quando me vi tendo de viver, comigo apenas e com o mundo
Você me veio como um sonho bom
E me assustei, não sou perfeito...
Eu não esqueço, a riqueza que nós temos ninguém consegue perceber
E de pensar nisso tudo, eu, homem feito, tive mêdo e não consegui dormir...
Vamos sair!Nós não temos mais dinheiro, os meus amigos todos estão,procurando emprego...
Voltamos a viver como dez anos atrás e a cada hora que passa envelhecemos dez semanas...
Vamos lá, tudo bem, eu só quero me divertir, esquecer dessa noite, ter um lugar legal prá ir...
Já entregamos o alvo de artilharia, comparamos nossas vidas
E mesmo assim, não tenho pena de ninguém...
****
terça-feira, outubro 30, 2007
terça-feira, outubro 16, 2007
Passa, passa, Passarinho
Passa, passa, Passarinho
E não me deixe mais sozinho
Passe o tempo e
Mude os ventos
Passa, passa, Passarinho
E me mostre de pertinho
O seu abrigo e
Sua cantiga
Passa, passa, Passarinho
Bem devagarzinho
A chuva já cessara
Venha ver o que nascera
Fábio Ortolano
E não me deixe mais sozinho
Passe o tempo e
Mude os ventos
Passa, passa, Passarinho
E me mostre de pertinho
O seu abrigo e
Sua cantiga
Passa, passa, Passarinho
Bem devagarzinho
A chuva já cessara
Venha ver o que nascera
Fábio Ortolano
sexta-feira, outubro 05, 2007
Canto de Paz

Estavas certo, meu passarinho!
Fiz o que me falastes e entreguei meus sonhos às estrelas. Elas os guardaram enquanto a tempestade não passava. Como são sábias! Mantiveram todos intactos, para uma próxima viagem, sabendo que os românticos estão sempre dispostos a buscar novas destinações.
Dei-me conta de que o oceano que outrora eu sonhara era como as inúmeras lagoas encontradas em nossa jornada. No entanto, continuarei a procura do tesouro e do vale encantado.
Hoje nasce uma flor no solo irrigado pelas chuvas. E sinto-me feliz em ver os vários passarinhos ao meu redor, como tu, que me trouxeste um canto de paz.
Fiz o que me falastes e entreguei meus sonhos às estrelas. Elas os guardaram enquanto a tempestade não passava. Como são sábias! Mantiveram todos intactos, para uma próxima viagem, sabendo que os românticos estão sempre dispostos a buscar novas destinações.
Dei-me conta de que o oceano que outrora eu sonhara era como as inúmeras lagoas encontradas em nossa jornada. No entanto, continuarei a procura do tesouro e do vale encantado.
Hoje nasce uma flor no solo irrigado pelas chuvas. E sinto-me feliz em ver os vários passarinhos ao meu redor, como tu, que me trouxeste um canto de paz.
Fábio Ortolano
domingo, setembro 30, 2007
Meninos E Meninas
Meninos E Meninas
(Legião Urbana)
Quero me encontrar, mas não sei onde estou
Vem comigo procurar algum lugar mais calmo
Longe dessa confusão e dessa gente que não se respeita
Tenho quase certeza que eu não sou daqui
Acho que gosto de São Paulo
Gosto de São João
Gosto de São Francisco e de São Sebastião
E eu gosto de meninos e meninas
Vai ver que é assim mesmo e vai ser assim pra sempre
Vai ficando complicado e ao mesmo tempo diferente
Estou cansado de bater e ninguém abrir
Você me deixou sentindo tanto frio
Não sei mais o que dizer
Te fiz comida, velei teu sono
Fui teu amigo, te levei comigo
E me diz: pra mim o que é que ficou?
Me deixa ver como viver é bom
Não é a vida como está, e sim as coisas como são
Você não quis tentar me ajudar
Então, a culpa é de quem? A culpa é de quem?
Eu canto em português errado
Acho que o imperfeito não participa do passado
Troco as pessoasTroco os pronomes
Preciso de oxigênio, preciso ter amigos
Preciso ter dinheiro, preciso de carinho
Acho que te amava, agora acho que te odeio
São tudo pequenas coisas e tudo deve passar
Acho que gosto de São Paulo
E gosto de São João
Gosto de São Francisco e de São Sebastião
E eu gosto de meninos e meninas
(Legião Urbana)
Quero me encontrar, mas não sei onde estou
Vem comigo procurar algum lugar mais calmo
Longe dessa confusão e dessa gente que não se respeita
Tenho quase certeza que eu não sou daqui
Acho que gosto de São Paulo
Gosto de São João
Gosto de São Francisco e de São Sebastião
E eu gosto de meninos e meninas
Vai ver que é assim mesmo e vai ser assim pra sempre
Vai ficando complicado e ao mesmo tempo diferente
Estou cansado de bater e ninguém abrir
Você me deixou sentindo tanto frio
Não sei mais o que dizer
Te fiz comida, velei teu sono
Fui teu amigo, te levei comigo
E me diz: pra mim o que é que ficou?
Me deixa ver como viver é bom
Não é a vida como está, e sim as coisas como são
Você não quis tentar me ajudar
Então, a culpa é de quem? A culpa é de quem?
Eu canto em português errado
Acho que o imperfeito não participa do passado
Troco as pessoasTroco os pronomes
Preciso de oxigênio, preciso ter amigos
Preciso ter dinheiro, preciso de carinho
Acho que te amava, agora acho que te odeio
São tudo pequenas coisas e tudo deve passar
Acho que gosto de São Paulo
E gosto de São João
Gosto de São Francisco e de São Sebastião
E eu gosto de meninos e meninas
quarta-feira, setembro 26, 2007
Grito II
Eu, marinheiro de primeira viagem, me entreguei ao mar, sem saber que rumo a embarcação tomaria, o tempo estava fechado, mas eu só pensava e via o horizonte. Acreditava que meus sonhos fossem o bastante para chegar em qualquer destinação.
Hoje eu grito por me sentir um naufrago, vendo todos aqueles sonhos engolidos pela fúria das tempestades. Eu não tinha a experiência dos velhos navegantes, no entanto, eu tinha as mais belas e puras intenções nessa viagem.
Está tudo escuro, fora de controle, me sinto impotente diante de tamanha tempestade que mais me parece um pesadelo.
Tomara que um passarinho trazido pelo tempo venha logo me acordar, assoprando um grito de paz e esperança.
Fábio Ortolano
***
50 Receitas
(Leoni, Frejat)
Eu respiro tentando encher os pulmões de vida
Mas ainda é difícil deixar qualquer luz entrar
Ainda sinto por dentro toda a dôr dessa ferida
Mas o pior é pensar que isso um dia vai cicatrizar
Eu queria manter cada corte em carne viva
A minha dôr em eterna exposição
E sair nos jornais e na televisão
Só pra te enlouquecer
Até você me pedir perdão
Eu já ouvi cinqüenta receitas pra te esquecer
Que me lembram que nada vai resolver
Porque tudo, tudo me traz você
E eu já não tenho pra onde correr
O que dá raiva não é o que você fez de errado
Nem seus muitos defeitos, nem você ter me deixado
Nem seu jeito fútil de falar da vida alheia
Nem o que eu não vivi aprisionado em sua teia
O que me dá raiva são as flores e os dias de sol
São os seus beijos e o que eu tinha sonhado pra nós
São seus olhos e mão e seu abraço protetor
É o que vai me faltar
O que fazer do meu amor?
Eu já ouvi cinqüenta receitas pra te esquecer
Que me lembram que nada vai resolver
Porque tudo, tudo me traz você
E eu já não tenho pra onde correr
domingo, setembro 16, 2007
Grito

Os dias passam depressa e as tempestades destroem os sonhos, derrubam as fantasias, apagam a vida. O vento continua assoprando a areia da praia e cada grão que insiste cair de minhas mãos eu escuto um grito, meu medo de que um dia elas se esgotem, acabem perdidas na fúria dos furacões. Tenho um oceano de planos e desejos com você, no entanto a escassez de chuvas me traz um receio de que tudo seque, como aquelas várias lagoas que encontramos no percurso da vida.
Fabio Ortolano
sexta-feira, agosto 31, 2007
segunda-feira, julho 16, 2007
PP
Por varias noites eu vaguei
Esperando encontrar o que sempre sonhei
Dos mais belos contos de fadas aos romances literários
Raros são os românicos que vivem nesses itinerários
O maior desejo é amar e amado ser
Pois não há nada melhor que uma paixão ter
Alguém que se pense todo dia todo
Uma pessoa que te deixe de carinho embriagado
Lábios que se entrelaçam como corolas
O verdadeiro frescor das aquarelas.
quinta-feira, junho 07, 2007
Do Mersault de Albert Camus à Macabéa de Clarice Lispector

De um lado, um homem que se encontra distante e diferente de seu próprio mundo, é o estrangeiro da própria vida. Do outro, uma mulher perdida em seu universo, estranha para todos que a conhece, o oposto da existência humana. Conhecido como Mersault e chamada de Macabéa são pela primeira vez protagonistas, personagens de grandes obras, uma de Albert Camus e outra de Clarice Lispector.
Mersault é um homem comum, trabalhador, mora sozinho e vive numa pequena cidade. Ao mesmo tempo o contrário, é totalmente incomum, parece não ter sentimentos, não traça grandes laços afetivos, é extremamente fechado, e não tem objetivos em sua vida. Macabéa, nordestina brasileira, mudou-se com a tia para o Rio de Janeiro e divide o quarto com mais quatro mulheres. É uma moça que só sabe respirar, chega ser engraçado pensar que é um ser humano, pois é a inexistência de desejos, é a falta da consciência. Não almeja, não sofre, é o nada em carne e osso.
Ambos são coadjuvantes da própria história, não sabem os motivos de suas existências, e nem se interessam em saber. São produtos de uma era, os retratos do vazio de nossa civilização, alienada e assolada pela disputa, pela manipulação das massas, e pela competição. Vivem na escassez de anseios, na miséria do cotidiano e sentem fome de vida.
Nos enredos, enquanto todos admiram a ausência de lágrimas de Mersault na morte de sua mãe, os leitores de A Hora da Estrela se indagam pela indiferença de Macabéa quando seu namorado a deixa por estar interessado na sua amiga. Mersault é um criminoso homicida, mata um homem sem ter motivos e não se culpa por isso. Às vezes se vê como tal, mas é tão irrelevante para ele que não perde seu tempo pensando nisso. Macabéa é assassina da própria vida, não pensa, esquece de si mesma, é uma suicida que não quer morrer.
Mersault não pensava em ninguém, só em alguns momentos na Maria, talvez por um instinto biológico, para fartar uma necessidade física. Macabéa ficou moça tarde, “Porque até no capim vagabundo há desejo de sol” (Clarice Lispector). Pensava em sexo quando ia dormir, no entanto, sentia-se culpada depois.
Assim levam suas histórias, na prisão, o personagem de Camus passa seu tempo observando as paredes, repara em cada detalhe, a cor, os defeitos, as manchas e não se incomoda com a situação. Macabéa vai deitar-se com fome, e para se saciar come pedaços de papel. Certa vez, passa mal por tomar um café cheio de açúcar, havia colocado muito para aproveitar.
Não sabem o que é viver, estão num mundo que não os pertence, e nem os aceita como parte de um universo. Estão além das margens, localizam-se do lado de fora. É fato, serão condenados a saírem dessa condição vegetativa.
Para os dois, resta somente à morte, a esperança de um nascimento, de uma vida. Deixarão o status de estrangeiros para serem os protagonistas da própria existência. Mersault, preso por homicídio, será sentenciado a pena de morte. Macabéa morrerá em posição fetal, após ser atropelada.
Fábio Ortolano, 07 de junho de 2007
Mersault é um homem comum, trabalhador, mora sozinho e vive numa pequena cidade. Ao mesmo tempo o contrário, é totalmente incomum, parece não ter sentimentos, não traça grandes laços afetivos, é extremamente fechado, e não tem objetivos em sua vida. Macabéa, nordestina brasileira, mudou-se com a tia para o Rio de Janeiro e divide o quarto com mais quatro mulheres. É uma moça que só sabe respirar, chega ser engraçado pensar que é um ser humano, pois é a inexistência de desejos, é a falta da consciência. Não almeja, não sofre, é o nada em carne e osso.
Ambos são coadjuvantes da própria história, não sabem os motivos de suas existências, e nem se interessam em saber. São produtos de uma era, os retratos do vazio de nossa civilização, alienada e assolada pela disputa, pela manipulação das massas, e pela competição. Vivem na escassez de anseios, na miséria do cotidiano e sentem fome de vida.
Nos enredos, enquanto todos admiram a ausência de lágrimas de Mersault na morte de sua mãe, os leitores de A Hora da Estrela se indagam pela indiferença de Macabéa quando seu namorado a deixa por estar interessado na sua amiga. Mersault é um criminoso homicida, mata um homem sem ter motivos e não se culpa por isso. Às vezes se vê como tal, mas é tão irrelevante para ele que não perde seu tempo pensando nisso. Macabéa é assassina da própria vida, não pensa, esquece de si mesma, é uma suicida que não quer morrer.
Mersault não pensava em ninguém, só em alguns momentos na Maria, talvez por um instinto biológico, para fartar uma necessidade física. Macabéa ficou moça tarde, “Porque até no capim vagabundo há desejo de sol” (Clarice Lispector). Pensava em sexo quando ia dormir, no entanto, sentia-se culpada depois.
Assim levam suas histórias, na prisão, o personagem de Camus passa seu tempo observando as paredes, repara em cada detalhe, a cor, os defeitos, as manchas e não se incomoda com a situação. Macabéa vai deitar-se com fome, e para se saciar come pedaços de papel. Certa vez, passa mal por tomar um café cheio de açúcar, havia colocado muito para aproveitar.
Não sabem o que é viver, estão num mundo que não os pertence, e nem os aceita como parte de um universo. Estão além das margens, localizam-se do lado de fora. É fato, serão condenados a saírem dessa condição vegetativa.
Para os dois, resta somente à morte, a esperança de um nascimento, de uma vida. Deixarão o status de estrangeiros para serem os protagonistas da própria existência. Mersault, preso por homicídio, será sentenciado a pena de morte. Macabéa morrerá em posição fetal, após ser atropelada.
Fábio Ortolano, 07 de junho de 2007
domingo, maio 27, 2007
Pratododia
Pratododia(Danilo Souza)
Como arroz e feijão, é feita de grão em grão
Nossa felicidade
Como arroz e feijão
Como arroz e feijão
A perfeita combinação
Soma de duas metades
Como feijão e arroz que só se encontram depois de abandonar a embalagem
Como feijão e arroz que só se encontram depois de abandonar a embalagem
Mas como entender que os dois
Por serem feijão e arroz
Se encontram só de passagem
Me jogo da panela
Me jogo da panela
Pra nela eu me perder
Me sirvo a vontade... que vontade de te ver
O dia do prato chegou é quando eu encontro você
O dia do prato chegou é quando eu encontro você
Nem me lembro o que foi diferente!
Mas assim como veio acabou e quando eu penso em você
Choro café e você chora leite
Choro café e você chora leite
Choro café e você chora leite
*
*
*
O Teatro Magico- Virada Cultural 2007
segunda-feira, maio 07, 2007
Lágrimas

Fico sem tempo mesmo sem ter o que fazer,
Não sei o que quero, e sofro por não ter o que querer.
Não sei o que quero, e sofro por não ter o que querer.
Me encontro sem destino nos meus sonhos e caminhos,
Ah...Se eu fosse como os passarinhos.
Acordo de repente angustiado,
Olho pro lado e vejo tudo complicado.
Tenho vontade de chorar,
Não vou desabar.
As lágrimas não vêm,
Será que eles vêem?
Apontam acuadas nos cantos dos olhos o desejo de escorrer,
E mostrar a dor que é viver.
Acordo de repente angustiado,
Olho pro lado e vejo tudo complicado.
Tenho vontade de chorar,
Não vou desabar.
As lágrimas não vêm,
Será que eles vêem?
Apontam acuadas nos cantos dos olhos o desejo de escorrer,
E mostrar a dor que é viver.
Fábio Ortolano
domingo, abril 08, 2007
Pedro, João, Joana, Maria, Roberto e Alberto

Ele é o Pedro, João, Joana, Maria, Roberto e Alberto. Tropeça quase todos os dias nos sapatos e nos sonhos ao sair da cama. Está condicionado a buscar uma felicidade comum, igual para todos. Sofre pelo excesso de trabalho, e mais ainda pela ausência de objetivos próprios. Não se encontra em nenhuma penitenciária, mas é um cárcere. Está preso à própria existência. Quando tenta se diferenciar, buscar novos caminhos, percebe que outros já fizeram, e continuam na mesma. O importante é que ele compreenda por si só sua jornada e descubra sua felicidade. E para que ele entenda tudo isso, é necessário pegar o ônibus, tropeçar nos sapatos e até ir ao cinema, mesmo que seja uma obrigação para que no dia seguinte esteja melhor.
Fábio Ortolano
quarta-feira, abril 04, 2007
Mandamentos do Ecoturismo
"Os quatro mandamentos do ecoturismo: da natureza nada se tira, a não ser fotos; nada se deixa, a não ser pegadas; nada se leva, a não ser boas lembranças; nada se mata, a não ser o tempo."
Vamos deixar o ambientalismo de lado quando pensamos nas interações humanas com o meio. Culpamos-nos muito, a todo o momento. Sempre tem alguém dizendo que causamos impactos à natureza, mas qual o animal que não interfere em seu habitat? Dessa forma, nos excluímos de qualquer ecossistema, e nunca pensamos numa troca positiva. Preferimos estudar as relações de outros seres, e acabamos acreditando que sempre faremos o mal. O Homem é parte de um todo. Como a onça e os primatas, têm seus nichos e locais de abrigo.
Fabio Ortolano
Vamos deixar o ambientalismo de lado quando pensamos nas interações humanas com o meio. Culpamos-nos muito, a todo o momento. Sempre tem alguém dizendo que causamos impactos à natureza, mas qual o animal que não interfere em seu habitat? Dessa forma, nos excluímos de qualquer ecossistema, e nunca pensamos numa troca positiva. Preferimos estudar as relações de outros seres, e acabamos acreditando que sempre faremos o mal. O Homem é parte de um todo. Como a onça e os primatas, têm seus nichos e locais de abrigo.
Fabio Ortolano
segunda-feira, março 19, 2007
Amazônia
Países de primeiro mundo estão se mostrando solidários às nações subdesenvolvidas, ao apoiá-las na preservação de suas riquezas naturais. Exemplo disso é o dinheiro investido na maior floresta tropical do mundo, a Amazônia. Mas será que estas grandes potências não têm outro interesse, além do cuidado com o meio ambiente?
Desde a RIO-92 país desenvolvidos se comprometeram a apoiar e contribuir com nações pobres na preservação de seus patrimônios naturais. Tendo em vista que para chegar ao seu grau de desenvolvimento, muito foi devastado e explorado.
Assim, passam aplicar seus capitais em pesquisas e projetos de países como o Brasil. Financiam, por exemplo, estudos de plantas e insetos utilizados pela indústria farmacêutica. Seria ilusão acreditar que não há nenhum interesse econômico por trás. Estes países têm, e muito, a ganhar com essa contribuição, já que os mecanismos de patente aqui no Brasil não vigoram como deveriam. Chegam a explorar riquezas que nós mesmos desconhecemos.
Diante disso, eles têm o argumento de que nossa nação não investe em ciência, portanto, não deveríamos “atrapalhar” os seus trabalhos, e muito menos nos gabar que somos os principais donos da Amazônia. Convém salientar que estes países “preocupados” com o meio ambiente são os grandes responsáveis pelo efeito estufa. Emitem uma gigantesca quantidade de gases poluentes, e já destruíram boa parte de suas flora e fauna.
Gabar-nos de algo que nos pertence é sem dúvida um direito. Se hoje ainda há riquezas a serem exploradas em nações subdesenvolvidas, cabe as mesmas cuidarem de seus patrimônios. Uma forma é o Turismo sustentável, fazendo com que esta atividade econômica preserve o meio ambiente. Por exemplo: Ao invés de devastar uma área para o cultivo de algum alimento ou para a pecuária, que geraria empregos e lucros. Podia-se preparar e planejar a região para uma interação do homem com outros animais e o meio, gerando também novos trabalhos e formas de subsistência. Portanto, devemos sim, repudiar qualquer idéia de internacionalização da Amazônia. E como cidadãos, cobrar mais incentivos aos nossos cientistas.
Desde a RIO-92 país desenvolvidos se comprometeram a apoiar e contribuir com nações pobres na preservação de seus patrimônios naturais. Tendo em vista que para chegar ao seu grau de desenvolvimento, muito foi devastado e explorado.
Assim, passam aplicar seus capitais em pesquisas e projetos de países como o Brasil. Financiam, por exemplo, estudos de plantas e insetos utilizados pela indústria farmacêutica. Seria ilusão acreditar que não há nenhum interesse econômico por trás. Estes países têm, e muito, a ganhar com essa contribuição, já que os mecanismos de patente aqui no Brasil não vigoram como deveriam. Chegam a explorar riquezas que nós mesmos desconhecemos.
Diante disso, eles têm o argumento de que nossa nação não investe em ciência, portanto, não deveríamos “atrapalhar” os seus trabalhos, e muito menos nos gabar que somos os principais donos da Amazônia. Convém salientar que estes países “preocupados” com o meio ambiente são os grandes responsáveis pelo efeito estufa. Emitem uma gigantesca quantidade de gases poluentes, e já destruíram boa parte de suas flora e fauna.
Gabar-nos de algo que nos pertence é sem dúvida um direito. Se hoje ainda há riquezas a serem exploradas em nações subdesenvolvidas, cabe as mesmas cuidarem de seus patrimônios. Uma forma é o Turismo sustentável, fazendo com que esta atividade econômica preserve o meio ambiente. Por exemplo: Ao invés de devastar uma área para o cultivo de algum alimento ou para a pecuária, que geraria empregos e lucros. Podia-se preparar e planejar a região para uma interação do homem com outros animais e o meio, gerando também novos trabalhos e formas de subsistência. Portanto, devemos sim, repudiar qualquer idéia de internacionalização da Amazônia. E como cidadãos, cobrar mais incentivos aos nossos cientistas.
sexta-feira, março 09, 2007
Vou-me para Rabocaso
Vou-me para Rabocaso, não para Pasárgada. Não escolherei a cama, nem ao menos os companheiros. Sim, os vejo como outra civilização, parecem bem educados. Lá não serei amigo do rei, e mesmo sendo, não teria importância. Se ficar sozinho, assim estarei, não haverá escapatória. Mas posso dizer uma coisa, por aquelas terras a existência também será uma aventura.
Nada é como outrora, como os dias que não se via passar as horas. Muda-se o rumo do romance. O enredo já não é o mesmo. As páginas são viradas sem ao menos imaginar como será a próxima cena. Cada passagem tem uma intensidade, todas fortes. E quando o sol se deitar a personagem vai chorar. Mas nada ela fará, mesmo que a vontade de se matar a dominar.
Aqui sou feliz, e lá? Rabocaso, cidade de meu maior caso? Será que um dia, por lá, eu ainda me caso? Já sei, farei como nos tempos de eu menino, fecharei os olhos e imaginarei só coisas boas. Pode ser tudo diferente, mas pelo menos serei um sonhador.
Nada é como outrora, como os dias que não se via passar as horas. Muda-se o rumo do romance. O enredo já não é o mesmo. As páginas são viradas sem ao menos imaginar como será a próxima cena. Cada passagem tem uma intensidade, todas fortes. E quando o sol se deitar a personagem vai chorar. Mas nada ela fará, mesmo que a vontade de se matar a dominar.
Aqui sou feliz, e lá? Rabocaso, cidade de meu maior caso? Será que um dia, por lá, eu ainda me caso? Já sei, farei como nos tempos de eu menino, fecharei os olhos e imaginarei só coisas boas. Pode ser tudo diferente, mas pelo menos serei um sonhador.
Fábio Ortolano
terça-feira, fevereiro 20, 2007
Tempos
Nossa história baseia-se nas ações de nossos antepassados.Seria ilusão acreditar que tudo que nos contam é verdade. Se pararmos pra pensar que em raros momentos temos uma mulher ou um negro importante. Aprendemos sobre um passado machista e preconceituoso. Convém salientar que também há uma manipulação cultural, já que vivemos uma visão eurocêntrica.Mesmo assim, é através da história que avaliamos nossas evoluções e buscamos melhorar o presente.Embora este seja de catástrofes e ameaças o amanhã é sempre imprevisível, então, se mudarmos o modo de conduzir o nosso destino, o futuro será promissor.Diante dessas transições, vivemos na era do instantâneo, nossa conjuntura social faz do hoje um presente exacerbado. O avanço da tecnologia e dos meios de comunicação alavanca o desenvolvimento, mas por outro lado, o desenvolvimento, mas por outro lado, exclui os que não se adaptam. Um exemplo, é a atual exclusão digital que deixa às margens cidadãos que têm acesso a Internet e ao computador. Criar mecanismos que mudem essa realidade não é fácil, mas não significa que não devemos tentar, ao levarmos em conta que todos os seres humanos são sucessíveis a mudanças a curto e longo prazo.O ditado popular “Vamos dar tempo ao tempo” nos retrata quão importante é essa sucessão de dias, meses e anos. Não simplesmente uma seqüência cronológica, mas certamente o grande formador e mediador de nossas personalidades e ações. Afinal, é só através dele que podemos tirar sábias conclusões.Sobre Vidas Secas, de Graciliano Ramos, Álvaro Lins escreve que só a morte confere o direito de julgar definitivamente a obra de um escritor, pois só assim poderá ser avaliado por completo. O Tempo é como a morte, nos dá uma constatação minuciosa do que se foi. A história pode até sofrer algumas intervenções desde que saibamos filtrar algumas informações. Portanto, devemos compreender o passado, viver intensamente o presente, para fazer do futuro tempos melhores.
Fábio Ortolano
quinta-feira, fevereiro 15, 2007
Defitinitivamente o fim.

Depois de tantos medos, aflições e lutas veio o momento de trégua, tempos de paz. Agora o guerreiro segue seu caminho. Feliz pela luta vencida, mas triste pelos companheiros que não tiveram o mesmo sucesso.
A guerra é sempre assim, injusta!
Ao vencedor, as comemorações são sempre bem vindas. Aos que não venceram, só os restam a força e a determinação de atingirem seus objetivos.
Fábio Ortolano
A guerra é sempre assim, injusta!
Ao vencedor, as comemorações são sempre bem vindas. Aos que não venceram, só os restam a força e a determinação de atingirem seus objetivos.
Fábio Ortolano
terça-feira, janeiro 30, 2007
Morrer não dói
"O amor é o ridículo da vida, a gente procura nele uma pureza impossível, uma pureza que está sempre se pondo, indo embora. A vida veio e me levou com ela. Sorte é se abandonar e aceitar essa idéia de paraíso que nos persegue, bonita e breve. Como borboletas que só vivem vinte e quatro horas. Morrer não dói."
Cazuza
Cazuza
quarta-feira, janeiro 24, 2007
"O Segredo é não correr atrás das borboletas...É cuidar do jardim para que elas venham até você"

“ O segredo é não correr atrás das borboletas...
É cuidar do jardim para que elas venham até você”
Mario Quintana
Chega de podar os galhos indevidos, adubar a terra e regar a grama. Basta de moldar as plantas, achar a sombra certa e querer que todos os botões desabrochem iguais, fortes e belos.
Vamos plantar mais sementes, deixar espaços para que os passarinhos façam seus ninhos. Assim, seremos mais livres, poderemos fazer nosso jardim próprio, realmente único. Não ficaremos limitados no que já existe. Inovaremos, teremos o diferencial.
Certamente será mais trabalhoso, mas por fim o sábio jardineiro aprenderá que o essencial é aumentar o jardim, por que mesmo que um dia algumas plantas morram , terá outras para enfeitar seu espaço. E sempre haverá borboletas.
Fábio Ortolano
domingo, janeiro 21, 2007
“Quer romance? Compre um livro!”
“Quer romance? Compre um livro!”
Será mesmo que os romances saciam os desejos de um romântico? Pra mim, podem até oferecer prazer ao leitor, porém nada é como a própria estória. Aliás, do que são feitos os livros, contos e crônicas, a não ser sobre as experiências humanas. Muitas vezes os autores projetam seus sonhos em palavras. E ler é uma viagem que almejamos fazer.
Assim, infeliz é o sujeito que se priva das simples e grandes emoções. A vida precisa ser vivida intensamente. Cheia de sentimentos, dramas, conflitos, prazeres, derrotas e conquistas. Só assim valerá a pena.
Ao contrário disso, a pós-modernidade é marcada pelo instantâneo, fazemos tudo às pressas, mal sentimos o sabor da vida. Os pratos são colocados à mesa e as pessoas comem sentadas no sofá vendo a Televisão. Os casais atropelam carícias, momentos de sensualidade. Queremos sempre chegar logo ao fim. Simplesmente matamos a fome e satisfazemos os instintos animalescos.
Por isso o livro não me basta, não quero satisfazer meus desejos através de uma personagem. Espero viver tudo intensamente, sem pular etapas, apreciando minuciosamente cada instante.
Fábio Ortolano
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