sábado, agosto 09, 2008

Diálogo

O tempo fecha, eu pego a chave e a porta abre. Fecho a porta e fico quieto. Abro a porta e me fecho. Lá permaneço, abre-se outra porta e passa alguém.
Não o conheço e mora em minha casa. Os trajes pretos revelam o luto, a dor, a revolta, a mágoa e a insegurança.
(...) São palavras escondidas em tecidos mortos.
Elas não me bastam, já dizem tanto, e contraditoriamente, tão pouco, que mal entendo seus significados.
Passo a porta, a outra: - Posso falar com você? "Claro, sente-se aí".
Palavras ditas e sentidas, quase escorridas por lágrimas de histórias semelhantes. Códigos soltos através de confidências a estranhos.
Tão estranhos, estranhando a delicadeza de um diálogo.

***

Agradeço o comentário, os créditos e citação da Lariane

"Então observem, leiam, reflitam e façam o que ''vier na mente''". (Lariane Guerino)

sábado, julho 26, 2008

Incognita

(...) E eu imaginei que pensar me faria entender. A vida é tão linda assim, uma incognita!

Fábio Ortolano

Tantas coisas


Gê* : (...) Tantas coisas?
Fábio: Sim, tantas coisas. Cada som, toque, imagem, gosto e vibração está carregado de inúmeras leituras. E nós as enxergamos quando nos damos conta de quão bela e incrível é a vida, a rotina, os pequenos momentos e até os dias intermináveis. Em meio a pertubações ainda é possível sorrir e estar feliz, estou numa fase meio que desse jeito. Sabe, eu queria que fosse possível recortar cada pedacinho de nossas vidas e misturar com as de nossos amigos, colegas, desconhecidos... Para que a gente ampliasse nossa percepção e sentidos.

*Uma menininha mulher que eu tenho o privilégio de conhecer e amar.
Fábio Ortolano

terça-feira, junho 03, 2008

Sustentabilidade

O futuro já é o minuto seguinte, um tempo que há de vir e ser agraciado por momentos de outrora. Eras remotas ou segundos passados despercebidos na correria do relógio. Os ponteiros nos conferem que tudo é passageiro, a não ser as marcas.
(...)
Os ventos passam, as gotas caem e os homens mudam, e ainda assim, serão as marcas registradas na história que farão do homem um ser sustentável. Passando ele do mundo individual para o universo global, responsável pelo presente de um futuro próximo.

Texto para o vídeo do Festival 2 minutos

Fábio Ortolano 29/o5/08

quarta-feira, maio 21, 2008

Fuga


Embora se pareça escuro, os lábios traçam a alegria da esperança, expressa num sorriso frágil.

(...)

Ele esconde no grito o medo do seu silêncio, foge do espelho na angústia de não se ver, pensa em tudo para se esquecer de si e da própria vida.
Ele parece velho perante os outros, e assim o reconhecem, esconde na aparência de fortaleza a fragilidade de um menino que não queria crescer tão rápido.
Ele sofre, mas não chora, pois as feridas de tempos passados o tornara frio para as próprias dores. Está preso e por mais que busque não consegue a liberdade.
Ele permanece em constante fuga: Escreve, sonha, milita, idealiza, cria e conversa, sem saber o porquê. Contudo tem motivos para não se olhar e se encontrar.




Fábio Ortolano


"Um dia desses eu separo um tempinho e ponho em dia todos os choros que não tenho tido tempo de chorar". (Carlos Drummond de Andrade)

sexta-feira, maio 02, 2008

Música aos surdos

A bruguesia... Seus membros se limitam apenas em seus círculos de sociabilidade, não se misturam, e tão pouco, interagem e compartilham com os que estão fora de seus guetos.
Estamos apenas interessados em divulgar e abrilhantar o que nos pertence. Ficamos restritos aos nossos insignificantes grupos, e para piorar, poucos deles se comunicam. Diante dessas realidades vergonhosas que nos afrontam, alguns, da mesma classe, tentam maquiar verdades que se tornam feias demais ao olharmos no espelho, e eu, parte do grupo, me rendo perante tamanhas imoralidades, do meu também medíocre ponto de vista.
Todos cantam cada vez mais alto, embora rodeados por surdos. E no ponto mais elevado que chegam, no máximo conseguem que se escute um trecho de suas canções.


Fábio Ortolano
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O Mundo é um Moinho
( Cartola, que além de músico e compositor, foi um pedreiro poeta )


Ainda é cedo amor
Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora da partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar
Preste atenção querida
Embora saiba que estás resolvida
Em cada esquina cai um pouco a tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és
Ouça-me bem amor
Preste atenção, o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos
Vai reduzir as ilusões à pó.
Preste atenção querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás a beira do abismo
Abismo que cavaste com teus pés

segunda-feira, abril 21, 2008

Essência

Eu jamais deixarei de ser esse eterno romântico melancólico, carinhoso e amoroso, desastrado e exagerado, triste e alegre, inseguro e impulsivo que não para de sonhar.
Posso até me adaptar e mudar algumas atitudes, porém a essência será sempre a mesma. Já que sorrir e chorar são constantes em nossas vidas, que sejam por motivos nobres, por nós mesmos e pelos nossos sonhos.
Pode ser que, por momentos, eu me perca nas desilusões da vida e assim, me esqueça de meus ideais, mas nunca, nunca estarei assim pra sempre.

Fábio Ortolano

sexta-feira, abril 18, 2008

Uma frase...

A dor de outrora sempre fora um presente em fuga e a esperança um passado, ainda que recente.

Fábio Ortolano

quarta-feira, março 12, 2008

Amor e Amizade a partir da Diversidade

Bem-vindos a um universo repleto de crenças, credos e culturas. Somos negros e brancos, pobres e ricos, homens e mulheres, homossexuais e heterossexuais, virgens e devassos, crentes e ateus, deficientes e insanos, semelhantes e diferentes.
Um mundo em que todos sonham e acreditam em seus direitos, pois a realidade é parte de uma fantasia concretizada.
Amor e amizade a partir da diversidade! Compartilhe essa idéia!

Fábio Ortolano

quinta-feira, março 06, 2008

Fraquezas

Talvez eu nunca esteja forte o bastante para esconder minhas fraquezas. Pode ser que eu nunca me torne maduro o suficiente para controlar meus sentimentos, pois sempre haverá a constante dolorosa do erro presente em nossas ações na busca pelo acerto.
Nesses dias em que tudo dá errado sinto uma inútil vontade de permanecer em sono profundo. Eu luto por certezas que nem eu mesmo acredito serem válidas, as tantas verdades que por hora me julgo o dono, em certos momentos me deixam a sensação de que nada sei.

Fábio Ortolano

terça-feira, fevereiro 26, 2008

Claridade

( Ana Carolina)

Eu não vou te convencer do que é certo aqui pra mim.
Eu não vou mudar você, deixa o vento lhe mostrar, ele sabe sobre mim.
Eu não quero mais correr, vou cuidar do meu jardim.
Trago flores pra você, deixo o tempo lhe mostrar, nossa historia é mesmo assim.
Chora, pois a chuva de agora vai molhar as suas rosas
E a tristeza vai ter fim.
É hora, acabou a tempestade pra chegar a claridade do amor.
Chora, pois a chuva de agora vai molhar as suas rosas.
E a tristeza vai ter fim...

sexta-feira, fevereiro 22, 2008

Falados os segredos calam*



O que nos é mais importante e essencial: Estar de olhos bem abertos ou permanecermos míopes diante desse universo que nos afronta?
Eu realmente não saberia dizer e tão pouco sei se desejo essa resposta.
De que vale a verdade de um mundo em que os sonhos são apenas fantasias acariciadas pelo travesseiro. Assim é melhor continuar dormindo, no entanto, permanecer alienado no planeta das ilusões pode ser a vivência de uma história irreal.
As tantas incertezas aos poucos me revelam parte do mistério de minha existência. Estou voltando aos meus e o sol começara a brilhar novamente. Sinto que novos raios aquecerão minhas manhãs arrefecidas pelas angústias de outrora.

Fábio Ortolano

*O título é um trecho de uma música dos TRIBALISTAS


- GuArUjA, sEgUrA aS oNdAs E tRaGa O sOl QuE a gEnTe Ta DeScEnDo! FrIeNdS FoReVeR nA pRaIa. Yupi Yupi Yupiiiiiiii \o/

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

Meus dias


O silêncio guarda sozinho o anseio de dizer as tantas palavras reprimidas. E estar sempre em abstenção da fala é um sinal de angústia, desespero e desejo de gritar o mais alto possível à grandeza de um segredo contido.
Seu oposto, o ato de exprimir compulsivamente tudo que se sente, é também mais uma forma de oprimir essa agonia que domina os pensamentos e mentes insanas. Assim, falar de mais nos denuncia o medo de permanecermos imperceptíveis.
E assim tem sido meus dias, cobertos de silêncios e intensas conversas, corroendo tudo que sou e sei até agora. Hoje minha maior verdade é a incerteza, e eu, sempre tão sábio de mim mal me reconheço ao olhar-me no espelho.
As palavras, códigos subjetivos, tomam conta de toda minha essência e a cada dia estou mais próximo de mim e distante de tudo e todos à minha volta, talvez dessa forma eu volte a me compreender.


Fábio Ortolano

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

Um lugar


“Longe, lá de longe, de onde toda beleza do mundo se esconde. Mande, para ontem, uma voz que se expanda e suspenda esse instante. Longe, lá de longe, de onde toda beleza do mundo se esconde, cante para hoje”. (Tribalistas)

Um lugar distante, distinto e lindo, que eu nunca vira, entretanto, como eu sempre imaginara. Lá que meus sonhos repousaram, acariciados com os ventos de uma paixão. Tão mágicas e vazias ao mesmo tempo, por aquelas bandas, eu me encontrara e me perdera.
Um lugar onde todas as emoções eram intensas e avassaladoras. Eu somente gritava em silêncio a força daquela angústia que me domava e me deixava intacto, impotente e apaixonado.
Um lugar de terras distantes, aconchegantes e belas, que provavelmente nunca mais pisarei. Pois certamente não haverá placas que indiquem um retorno. E se houver, serão vistas apenas pelo retrovisor.

Fábio Ortolano

quinta-feira, janeiro 31, 2008

Muito mais do que mereço

Não te mereço, já que sempre te olhei com paixão.
Não te mereço, pois teu cheiro me embriagava de tanto querer.
Não te mereço, pois em tão pouco tempo eu te queria pra vida inteira.
Não te mereço, já que sempre me magoava.
Não te mereço, por que até tua voz me soava como música.
Não te mereço, se teu orgulho ultrapassava qualquer sentimento por mim.
Não te mereço, por que meus sonhos eram de menino.
Não te mereço, pois desejava te levar, na cama, o café, te dar banho e fazer cafuné.
Não te mereço, por que ninguém te abraçará como eu te enlaçava.
Não te mereço, pois nada te acalmará tanto quanto meu calor em teus lençóis.
Não te mereço, já que sempre fui sincero.
Não te mereço, se em todas as músicas eu só via você.
Não te mereço, se até no meu chamar eu dizia que te amava.
Não te mereço, já que deixava tudo para estar do teu lado.
Não te mereço, se até besteira eu faria pra não te ver chateado.
Não te mereço, pois morria de ciúmes de ti.
Não te mereço, já que em certas horas nem me notava.
Não te mereço, por que ninguém te beijará o rosto e tocará tuas mãos com tanto carinho, como eu.
Não te mereço, se tão pouca consideração tinha por mim.
Não te mereço, por carregar tamanho apresso por ti.
Não te mereço, pois ninguém mais sonhará da forma que eu sonhei contigo.
Não te mereço, por que eu esperava que nossa história fosse mágica pra sempre.
Não te mereço, por que te amei mesmo vendo tua escuridão.
Não te mereço, por que eu sempre tive orgulho de falar de ti para as pessoas que mais gostava.
Não te mereço, se quisestes me dar um amor bandido.
Não te mereço, pois eu queria dançar, cantar e contracenar contigo.
Não te mereço, já que ninguém fará poesias pra ti, como eu.
Não te mereço, por que em todos os momentos eu confiei e acreditei em ti.
Não te mereço, se teu perfume inebriante aguçava meus sentidos.
Não te mereço, ja que tua carne, pele e pêlos me encarceravam de tantos desejos.
Não te mereço, se eu só enxergava sua inteligência, força e determinação.
Não te mereço, pois até nas ultimas linhas da nossa historia você desejou me ferir.
Não te mereço, se eu te beijava a orelha e esperava teus gemidos.
Não te mereço, se ninguém mais olhará ti como eu te olhava.
Não te mereço, pois nenhuma pupíla dilatará como a minha, quando te vi pela primeira vez.
Não te mereço, por que foi meu primeiro amor e nunca te esquecerei.
Não te mereço, por que mesmo assim eu te deixei.
Não te mereço, se pra ti, mesmo sabendo do meu amor, só importava o ponto final.

Fábio Ortolano

terça-feira, janeiro 29, 2008

I can't take my eyes of you

Damien Rice

And so it is
Just like you said it would be
Life goes easy on me
Most of the time
And so it is
The shorter story
No love, no glory
No hero in her sky
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes...
And so it is
Just like you said it should be
We'll both forget the breeze
Most of the time
And so it is
The colder water
The blower's daughter
The pupil in denial
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off of you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes...
Did I say that I loathe you?
Did I say that I want toLeave it all behind?
I can't take my mind off of you
I can't take my mind off you
I can't take my mind off of you
I can't take my mind off you
I can't take my mind off you
I can't take my mind...My mind...my mind...
'Til I find somebody new

segunda-feira, janeiro 28, 2008

Sozinho

Composição: Peninha

Às vezes, no silêncio da noiteEu fico imaginando nós doisEu fico ali sonhando acordado, juntandoO antes, o agora e o depoisPor que você me deixa tão solto?Por que você não cola em mim?Tô me sentindo muito sozinho!Não sou nem quero ser o seu donoÉ que um carinho às vezes cai bemEu tenho meus segredos e planos secretosSó abro pra você mais ninguémPor que você me esquece e some?E se eu me interessar por alguém?E se ela, de repente, me ganha?Quando a gente gostaÉ claro que a gente cuidaFala que me amaSó que é da boca pra foraOu você me enganaOu não está maduraOnde está você agora?Quando a gente gostaÉ claro que a gente cuidaFala que me amaSó que é da boca pra foraOu você me enganaOu não está maduraOnde está você agora?

quinta-feira, dezembro 20, 2007

Estranhos

Hoje me dei conta, mais uma vez, de quão grandiosas são as pequenas coisas. E eu ainda me pego surpreso e perplexo ao ver como certas ações marcam todo o meu dia, a minha mente e os meus pensamentos. Vi de uma maneira tão singela e bela como simples momentos podem se tornar raros e especiais.
Surpreendo-me de como pessoas estranhas me chamam tanta atenção. Tão desconhecidas e próximas ao mesmo tempo, são sempre elas que me motivam a escrever, pensar e refletir. Concluo que elas também dão um significado para minha vida, e talvez são parte de meu ser, pois é quando as encontro que mais olho pra mim.
E falando nelas, lembro-me que nos tempos de criança, eu passava próximo a essas pessoas que nunca tinha visto e imaginava como seria viver aquela vida observada de relance, apenas por alguns minutos. Aquelas idéias voavam como passarinhos que encontram os seus ninhos, batiam assas por alguns segundos, para em seguida repousarem.
Certa vez, eu estava na casa de meus tios, e ouvi a vizinha escutando uma música que há tempos eu procurava. Uma melodia alegre, que me trazia lembranças de sei lá o que, e sem saber o porquê, eu sempre quis ouvi-la. E claro, tinha que ser uma música antiga, anterior a minha geração, afinal, o passado, como o presente e futuro, muito me encanta.
Assim, não resisti e liguei para a tal vizinha, conhecida como Mirian. Falei do meu interesse pela música, o quanto eu apreciava e a perguntei qual era o nome, afinal nunca tinha visto. Durante nossa conversa eu não sabia como definir a dita musica, pois já haviam tocado várias depois. Então ela pediu-me que cantasse um trechinho, logo, saberia qual seria a musica de meu interesse. Eu, muito envergonhado fiz o que me sugeriu. E ela, muito simpática, disse o nome comentando o quanto gostava daquele som.
Tempos depois, mais precisamente ontem, eu voltei na casa de minha tia e fui escutar algumas músicas. O telefone tocou e eu mesmo atendi. Era aquela vizinha, dizendo adorar as músicas que eu estava ouvindo. Ela as tinha também, mas mesmo assim teve vontade de ligar e compartilhar seu prazer em escutar aquelas melodias, dizendo que já imaginava quem seria o outro ouvinte, no caso, eu. Nossa conversa foi tão curta e mágica ao mesmo tempo. Parecia que nos conhecíamos há anos, falando de nossos gostos musicais tão semelhantes. E depois daquela ligação as músicas pareciam mais belas que antes.
Mal conheço, pouco nos falamos e somos de gerações distintas, no entanto, parece que muito sei ao seu respeito, pois me identifico com seus gestos e ações. E não são somente os interesses musicais que temos em comum, mas a alegria e desejo de compartilhar, mesmo que com um estranho, a alegria de simples momentos.
Somos todos estranhos, cada um, uma incógnita, trazendo consigo uma simples resposta: É somente através do outro que se pode conhecer a si mesmo.



Fábio Ortolano

domingo, dezembro 16, 2007

Todos Perdidos


As lágrimas escorrem como sangue de feridas que nunca fecham. Revelam sutilmente a dor de um sofrimento invisível, camuflado por esperanças jamais atendidas.
Estamos todos perdidos, e o pior, deixando ir embora a nossa própria essência, condenados a um futuro mesquinho a qualquer ser vivo.
E para nós, seres racionais, cabe a reflexão e o pensamento. Porque é pensando que nos deparamos com a grandeza ou miséria de nossa existência.
Choramos todos por não sermos enxergados, cada vez mais sozinhos e vazios. A intolerância supera a compaixão, o preconceito ultrapassa o respeito, o egoísmo se sobrepõe ao amor.
As pessoas passam ao nosso lado sem que ao menos a notemos, estamos carentes de contato. Todos gritam na ânsia de serem ouvidos, no entanto, esquecemo-nos de escutar o que nos falam.
E é uma pena que continuemos parados, fracos e covardes. Apenas olhamos as lágrimas caírem, intactos, acuados e impotentes. Sem até lembrarmos de que um dia essas feridas deveriam cicatrizar. Quando é que compreenderemos o valor da humanidade, e assim, lutar por ela?
Vivo o presente sem jamais esquecer o futuro, para que o amanhã não seja somente nostalgias do que vivera no passado.

Fábio Ortolano

terça-feira, outubro 30, 2007

O teatro dos Vampiros

O Teatro Dos Vampiros

(Renato Russo)
Sempre precisei de um pouco de atenção
Acho que não sei quem sou, só sei do que não gosto...
Nesses dias tão estranhos, fica poeira se escondendo pelos cantos
Esse é o nosso mundo
O que é demais nunca é o bastante
E a primeira vez sempre é a última chance
Ninguém vê onde chegamos, os assassinos estão livres, nós não estamos...
Vamos sair! Nós não temos mais dinheiro, os meus amigos todos estão procurando emprego...
Voltamos a viver como há dez anos atrás.
E a cada hora que passa envelhecemos dez semanas...
Vamos lá, tudo bem!Eu só quero me divertir, esquecer dessa noite, ter um lugar legal prá ir...
Já entregamos o alvo de artilharia, comparamos nossas vidas
E esperamos que um dia nossas vidas possam se encontrar...
Quando me vi tendo de viver, comigo apenas e com o mundo
Você me veio como um sonho bom
E me assustei, não sou perfeito...
Eu não esqueço, a riqueza que nós temos ninguém consegue perceber
E de pensar nisso tudo, eu, homem feito, tive mêdo e não consegui dormir...
Vamos sair!Nós não temos mais dinheiro, os meus amigos todos estão,procurando emprego...
Voltamos a viver como dez anos atrás e a cada hora que passa envelhecemos dez semanas...
Vamos lá, tudo bem, eu só quero me divertir, esquecer dessa noite, ter um lugar legal prá ir...
Já entregamos o alvo de artilharia, comparamos nossas vidas
E mesmo assim, não tenho pena de ninguém...


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